A semana 50 de 2025 foi marcada pela "Super Quarta" com decisões históricas do Federal Reserve e do Copom no Brasil. O Fed cortou juros em 0,25 p.p. para 3,50-3,75%, enquanto o Copom manteve a Selic em 15%, ambas as decisões de grande impacto. O Ibovespa avançou 2,16% na semana ultrapassando 160 mil pontos, o dólar recuou para R$ 5,40, e o mercado cripto iniciou recuperação moderada. O cenário global segue cauteloso mas com ânimo melhorado pós-decisões.
Estados Unidos
Federal Reserve cortou juros em 0,25 p.p., reduzindo a taxa para 3,50-3,75%
Decisão recebida com relativa calma; mercado reflete possibilidade de menos cortes em 2026
Dólar enfrentou pressão após comunicado, perdendo força globalmente
Bolsas americana mantiveram ganhos; foco agora em dados de emprego americano
Europa
Bolsas fecharam a semana com perdas após "sell-off" tecnológico
Mercado reage à possibilidade de BCE manter postura mais restritiva que Fed
Incerteza sobre sincronização de política monetária europeia vs. americana
Ganhos limitados apesar de cenário externo favorável
Ásia
Mercados asiáticos apresentam movimento cautela; Japão e China com resultados mistos
Atenção a possíveis estímulos fiscais adicionais na China
Tendência geral acompanha movimento global mas sem força própria decisiva
Foco em dados econômicos locais e política regional
Ouro
Continua valorizado como proteção; beneficiado por juros mais baixos nos EUA
Demanda institucional firme reflete incerteza geopolítica persistente
Padrão de proteção mantém-se mesmo com mercado de ações em alta
Perspectiva de juros menores favorece demanda de ouro de longo prazo
Petróleo
Pressionado pela perspectiva de cortes de juros e crescimento global mais fraco
Oferta confortável mantém preços em zona de equilíbrio ou leve queda
Mercado aguarda dados de atividade econômica para precificar melhor
Nenhuma surpresa geopolítica significativa a apoiar movimento de alta
Cenário político-econômico
Copom mantém Selic em 15% na última reunião de 2025, com comunicado cauteloso
Mercado consolida expectativa de início de ciclo de cortes em janeiro de 2026
Debate fiscal continua presente, mas cenário externo benigno oferece alívio
Governo avança lentamente em reformas; crescimento segue como preocupação estrutural
Selic e Inflação
Selic 2025: Mantida em 15% ao ano (decisão do Copom na semana 50)
Selic 2026: Mercado projeta cortes iniciando em janeiro, chegando a 12% ao ano
IPCA 2025: Em queda contínua, abaixo do teto da meta de 4,50%
Expectativa de convergência mais clara para a meta em 2026; inflação sob controle
Bolsa de Valores (Ibovespa)
Avançou 2,16% na semana, encerrando acima de 160 mil pontos
Renovação de recordes após forte semana com decisões de juros favoráveis
Setores exportadores (commodities, bancos) lideraram os ganhos
Fluxo estrangeiro retorna à renda variável brasileira com confiança renovada
Expectativa de cortes de Selic em 2026 favorece multivalores
Câmbio e Dólar
Dólar recua para R$ 5,40 após corte do Fed
Enfraquecimento sincronizado da moeda americana em mercados globais
Projeções Focus atualizadas: Possibilidade de dólar em R$ 5,35-5,40 fim de 2025
Movimento reflete fluxo de capital de risco retornando a mercados emergentes
Cenário político-econômico
Inflação continua muito elevada apesar de sinais tímidos de melhora
Moeda depreciada; dependência de FMI persiste
Impacto sobre Brasil permanece positivo via demanda estrutural por exportações
Setor de alimentos/proteínas com fluxo favorável por déficit regional
Principais Movimentos
Bitcoin recupera-se para faixa de US$ 85-90 mil após semanas de pressão
Ethereum com pressão inicial mas iniciando recuperação moderada
Mercado cripto tenta recuperação pós-decisões de juros; liquidez ainda frágil
Altcoins sofrem mais que Bitcoin em ambiente de aversão a risco, mas retomam fôlego
Bitcoin e Ethereum
Bitcoin não consegue força decisiva; análise técnica aponta "cruz da morte" em alguns gráficos
Ethereum também pressionado, mas com sinais de estabilização
ETFs continuam recebendo entradas, mas ritmo desacelera
Investidores institucionais mantêm interesse mas adotam cautela
Perspectiva Cripto
Corte do Fed pode favorecer retomada de apetite por risco no médio prazo
Fundos de renda variável retomam entradas seletivas em cripto
Bitcoin buscará consolidar suporte acima de US$ 85 mil
Perspectiva para 2026: maior interesse institucional esperado com juros em queda
Foco Global
Atenção ao relatório de empregos americano (payroll)
Qualquer surpresa inflacionária significativa pode reajustar apostas de cortes de juros
Europa aguarda comunicados do BCE; possível sinalização sobre 2026
Ásia permanece sensível a dados chineses de atividade
Brasil
Mercado precifica cronograma de cortes de Selic para 2026
Foco em dados de inflação de dezembro e expectativas para 2026
IPCA-15 de janeiro será primeiro indicador importante do ano novo
Câmbio deve oscilar em torno de R$ 5,35-5,45, dependendo de fluxo externo
Criptoativos
Bitcoin buscará consolidar retomada acima de US$ 90 mil
Interesse institucional pode reacender com sinalização de juros mais baixos
Perspectiva final de 2025: movimento lateral com viés de recuperação leve
2026 pode trazer retomada de interesse; juros em queda histórico favorável
A semana 50 marcou inflexão importante nos mercados globais com decisões do Fed e Copom definindo novo patamar. No Brasil, manutenção de Selic aliada a corte americano cria ambiente favorável para ativos de risco. Ibovespa em novos recordes reflete confiança de que ciclo de cortes em 2026 sustentará recuperação. O mercado cripto inicia retomada, mas ainda com cautela. Perspectiva final do ano segue positiva, com janeiro trazendo primeiros sinais concretos de novas trajetórias de política monetária. Vigilância sobre dados de emprego americano e continuidade de fluxos externos permanece essencial.